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APS Recebe Licença Ambiental para Derrocagem no Canal do Porto de Santos
A Autoridade Portuária de Santos (APS) obteve junto ao Ibama a Licença de Instalação (LI) n° 1562/2026 para a remoção das rochas que se encontram no leito do canal. A medida é uma grande conquista para o Porto, alinhando desenvolvimento socioeconômico e cuidado ambiental.
O que é derrocagem?
"Derrocagem" ou "derrocamento" se refere à quebra e retirada de rochas do fundo do mar. Como essas formações são sólidas, a dragagem convencional não é suficiente para removê-las. Assim, a derrocagem torna-se fundamental para o ganho de eficiência operacional do Porto com a máxima segurança à navegação.
Quando e onde irá acontecer a derrocagem?
As atividades estão programadas para iniciar em 1° de julho de 2026, com conclusão prevista para o final de outubro do mesmo ano. As intervenções ocorrerão de forma monitorada nos três pontos apontados no mapa (figura abaixo), sendo eles:
- Ponto A: Pedra do Barroso (proximidades da Ilha Barnabé);
- Ponto B: Pedra do Itapema (proximidades dos terminais de Outeirinhos);
- Ponto C: Pedra do Teffé (proximidades do terminal de passageiros - Concais).
Como vai acontecer?
O primeiro passo é realizar a limpeza prévia para remover o sedimento presente sobre cada rocha e no entorno delas, deixando-as preparadas para a execução da derrocagem. Posteriormente, será realizada a derrocagem a frio, um método 100% mecânico e de mínimo impacto. Esse processo utiliza unicamente a força da gravidade e impactos controlados para quebrar as rochas (fica totalmente descartado o uso de explosivos, assegurando o respeito integral à fauna marinha, à estabilidade das encostas e à tranquilidade das comunidades vizinhas).
Mas o que será feito com essas rochas e sedimentos retirados?
Fique tranquilo! Tudo seguirá as exigências determinadas pelo Ibama: os sedimentos serão depositados no Polígono de Disposição Oceânica (PDO), na quadrícula Q7, com monitoramento constante e em tempo real. Já as rochas serão transportadas para áreas em terra firme, localizadas na Alemoa e no Saboó. Devido à qualidade das rochas, esse material poderá ser reaproveitado em obras de interesse público, promovendo o uso sustentável dos recursos gerados pela atividade.
E o que mais eu preciso saber?
- Estima-se que a operação no canal de navegação terá interrupções parciais de até 8 horas por dia nos locais onde ocorrerá a derrocagem, com a criação de áreas de isolamento ao redor dos pontos A, B e C (detalhados na imagem);
- Como medida de segurança, as embarcações não poderão navegar ou permanecer nas proximidades das áreas de intervenção da derrocagem, independentemente do seu tamanho;
- As pausas ocorrerão de preferência em horários de maré baixa, quando há menos movimento, reduzindo o impacto nas atividades do dia a dia;
- NÃO será utilizado qualquer tipo de explosivo para a execução da atividade.
MAIS DETALHES DA CAMPANHA:
Etapas da derrocagem:
- Limpeza prévia: retirada de aproximadamente 12.000 m³ de sedimentos pela draga multipropósito Omvac Diez.
- Quebra: utilização de um equipamento chamado trépano, com peso de 10 a 20 toneladas, para quebrar as rochas por meio de impacto mecânico.
- Retirada: recolhimento dos fragmentos com a garra acoplada à draga.
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